O Especismo
17 de fevereiro de 2010 às 22:26Especismo, tal como o racismo e sexismo é uma forma arbitrária de discriminação. Arbitrária pois não tem nenhuma ligação com um motivo racional de discriminação.
A discriminação entre homens e mulheres quando se trata de aborto, por exemplo, não é sexista. Homens não podem abortar, não há sentido algum em eles terem direito o direito de abortarem.
Já a discriminação entre humanos e não-humanos mais comuns (como não-humanos não terem direito à liberdade, a integridade física e a vida) são arbitrárias no momento em que o senso de liberdade, de integridade física e de vivência ser algo comum a maioria dos animais. O especismo ignora que os animais conhecem empiricamente a liberdade, sentem seus corpos e têm consciência de estarem vivos (ao temerem o cativeiro, o dano a saúde própria e a morte).
Mas o especismo não é uno, ele aparece em duas formas já bastante trabalhadas, sobretudo por Gary Francione: o especismo elitista (exemplificado pela fala de Lula, “O principal animal do mundo é o ser humano“) e o especismo seletivo (também conhecido como a esquizofrenia moral de Francione). Seguramente, a maioria dos brasileiros são especistas seletistas. Eles respeitam a vida de algumas espécies, enquanto vibram diante do cadáver de indivíduos de outras espécies. A ideologia vivissecionista, tal como a fala do presidente brasileiro, é elitista no momento em que coloca todas as outras espécies abaixo do julgo humano sem limites éticos além da cosmética pública.
O antiespecismo, ou a ideologia dos Direitos Animais, não se propõe, portanto, a exigir o reconhecimento do direito de voto dos cachorros ou o direito de livre expressão religiosa aos ratos. Seria um absurdo, uma verdadeira afronta ao bom-senso e a lógica.
O antiespecismo busca o fim da arbitrariedade que discrimina os animais quanto a suas espécies e tem como mínimo ético o veganismo.
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